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Trump, Irã e o desvio estratégico do Ocidente

Enquanto o Oriente Médio ganha prioridade, Cuba, Ucrânia e Venezuela ficam em segundo plano

CUBA, UCRÂNIA E VENEZUELA — SR. TRUMP

Basta da guerra contra o Irã

O Irã é uma ditadura teocrática, mas não a única.

A Arábia Saudita também é.

É lamentável constatar como, mais uma vez — e já foram muitas — os Estados Unidos são movidos como uma marionete por Israel.

O Sr. Trump, ao seguir o jogo dos belicistas israelenses, praticamente esqueceu a vil agressão russa contra a Ucrânia e sua resistência heroica, o caso patético de Cuba, onde uma minoria elitista mantém seu povo às escuras por 12 a 14 horas por dia, e na Venezuela o avanço no desmonte da ditadura narco-chavista-madurista segue muito lento.

E tudo isso por causa dos desejos expansionistas de um país que, desde 1948, vem causando problemas no Oriente Médio, ainda que seus vizinhos árabes não sejam exatamente anjos ou arcanjos — embora não sejam todos iguais.

Agora invadiu o já sacrificado Líbano, chegando a cair bombas em Beirute.

É preciso esclarecer que o desprezível regime teocrático de Teerã não representava nenhuma ameaça aos Estados Unidos, nem havia provas de que já possuísse armas nucleares.

Desafiava Israel, sim, mas não os Estados Unidos.

Mas infelizmente o lobby judeu na América do Norte possui enorme poder, e para os céticos é altamente recomendável a leitura da obra do acadêmico Norman Finkelstein, americano de origem judaica, que não nega o chamado Holocausto, mas questiona como esse evento se transformou em uma indústria extremamente poderosa.

Sua obra se intitula “A Indústria do Holocausto”.

Desnecessário dizer que foi expulso de sua cátedra.

E que fique claro: essas considerações não se baseiam nas opiniões do Conde de Gobineau, Houston Stewart Chamberlain ou Julius Streicher, portanto não cabe qualquer vitimização supostamente antissemita — trata-se apenas da realidade, sendo importante destacar que nem toda a população israelense apoia as guerras do inefável Netanyahu.

Mas Trump apoia.

Porque esse lobby vota.

Mas o americano médio — principal base de apoio do presidente loiro — também vota, e não gosta de se envolver em guerras distantes.

Cuidado com isso, Sr. Trump.

O mais lamentável é que com uma fração mínima do arsenal utilizado contra o Irã já teria sido possível eliminar a nomenklatura cubana, apoiar muito melhor a Ucrânia em sua valente defesa e possivelmente figuras como Diosdado Cabello e outros cúmplices e criminosos narco-socialistas venezuelanos já seriam história.

Até que ponto o Sr. Trump se deixou levar por sua complacência política com Israel fica evidente na reação de seus aliados da OTAN — os verdadeiros aliados — que, em geral, se recusaram a participar de um conflito do qual sequer haviam sido informados.

Basta, Sr. Trump!

À medida que o foco global continua a se deslocar, compreender essas tensões é essencial para interpretar o novo cenário internacional

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