Quando a poupança previdenciária se torna patrimônio próprio em vez de financiar permanentemente o gasto estatal.
Quando a poupança previdenciária deixa de financiar o gasto estatal e passa a construir patrimônio, investimento e liberdade.
O Estado não é um motor. É uma âncora.
Durante décadas tentaram convencer-nos de que o Estado é o motor do crescimento econômico. Que, sem o funcionário público, a sociedade sequer saberia funcionar. Trata-se de um enorme equívoco.
A realidade é muito mais simples.
A economia não cresce porque o governo gasta mais.
Ela cresce porque as pessoas produzem, poupam e investem.
É assim que a prosperidade é criada.
O atual sistema previdenciário, tão defendido pelos partidários do estatismo, costuma ser apresentado como uma grande conquista social.
Não é.
Na prática, trata-se de um mecanismo de transferências no qual as contribuições de hoje financiam imediatamente as despesas de hoje, enquanto prometem benefícios futuros.
O resultado é uma pressão permanente por mais recursos extraídos da sociedade produtiva.
À medida que a população envelhece e as contas públicas se deterioram, os governos raramente reduzem despesas ou aumentam sua eficiência.
Preferem alterar as regras fiscais.
O debate deixa de concentrar-se no tamanho do gasto e passa a girar em torno da capacidade de endividamento.
É como uma família que deixa de controlar receitas e despesas para preocupar-se apenas com quanto ainda pode tomar emprestado do banco.
Esse caminho conduz inevitavelmente ao desequilíbrio financeiro, embora seja frequentemente apresentado como gestão moderna por meio de uma linguagem técnica sofisticada.
A capitalização individual representa uma filosofia completamente diferente.
Ela começa pelo respeito à propriedade privada.
Quando cada trabalhador possui sua própria conta e sabe que aquele patrimônio pertence à sua família, inclusive como herança, sua relação com o país muda profundamente.
O cidadão deixa de ser dependente das decisões do Estado.
Passa a ser proprietário.
E proprietários observam onde seu capital é aplicado.
Exigem transparência.
Cobram responsabilidade.
Não aceitam que seus recursos sejam desperdiçados por políticas fiscais irresponsáveis.
Essa é a verdadeira soberania.
Uma soberania construída sobre a liberdade e não sobre a dependência.
A nova economia exige sociedades capazes de gerar poupança, financiar investimentos produtivos e criar bens e serviços de maior qualidade com menor custo.
Entretanto, muitos países continuam presos a modelos do século passado que produzem dependência em vez de patrimônio.
Uma sociedade baseada na dependência permanente enfraquece tanto a liberdade econômica quanto a capacidade de cada pessoa construir o próprio destino.
Capitalização individual
Propriedade e poupança
Dependência estatal
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