Symbolic representation of political prisoners debate in South America with justice and time elements

Presos Políticos no Cone Sul

Um debate incômodo sobre justiça, memória e poder no Chile, Argentina e Uruguai

OS PRESOS POLÍTICOS NÃO ESTÃO APENAS NA COREIA DO NORTE NEM EM ALGUM PAÍS AFRICANO DE LEGALIDADE DUVIDOSA ELES EXISTEM NO CONE SUL

Enquanto o mundo observa com espanto e preocupação o que acontece no Oriente Médio e agora no Líbano, com Israel fazendo o que quer e comprometendo ali os Estados Unidos, e seu presidente Mr. Trump discutindo esse assunto com seus verdadeiros aliados, os membros da OTAN, descuidando dos temas mais transcendentes ligados à Ucrânia, Venezuela e Cuba (e isso nada tem a ver sequer com um apoio mínimo a um regime arcaico e brutal como o dos aiatolás, que fique claro), no chamado Cone Sul da América, isto é, Chile, Argentina e Uruguai, existem esse tipo de prisioneiros, sob uma legalidade fortemente disfarçada de vingança.

Antes do primeiro turno das eleições no país andino, o candidato libertário Sr. Kaiser havia afirmado que a primeira coisa que faria caso fosse eleito presidente seria ir ao extremo sul do país onde se encontram os detidos para libertá-los quase imediatamente, mas a vitória foi do Sr. Kast, bastante próximo em ideias, mas do qual não se tem conhecimento de que tenha abordado o tema.

Na Argentina, a vice-presidente Sra. Villarroel estava muito interessada nesse mesmo problema, embora talvez seu distanciamento do presidente Milei tenha complicado sua posição.

No entanto, parece haver um rumor além do Rio da Prata que indicaria a intenção do atual sucessor de Rivadavia de abordar de alguma forma a situação dos militares privados de liberdade.

E no Uruguai?

Soube-se há alguns dias de uma carta enviada ao nosso governo por cerca de trinta membros do Parlamento Europeu, reiterando outra enviada aproximadamente um mês antes, interessando-se pelo que consideram uma situação estranha: a prisão efetiva (a domiciliar não é tão diferente no efeito de restringir liberdades) de dezenas de pessoas por fatos ocorridos há cerca de cinquenta anos, nada menos que meio século (!).

Tentando fazer uma ideia gráfica, seria como se em 1954/55 existissem processos por crimes reais ou supostos cometidos na guerra civil de 1904. Algo impensável para um ser humano normal.

Que se saiba, pelo menos, o governo não respondeu. E francamente é duvidoso que o faça, salvo alguma referência genérica e diluída de que se trata de um tema judicial.

Apenas judicial?

E de quem depende hierarquicamente o Ministério Público, que é quem acusa?

Do Poder Executivo, que além disso pretende criar um Ministério da Justiça.

Coisas de sul-americanos, dirão em Bruxelas.

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