A guerra na Ucrânia, a passividade russa diante de ataques ao Irã e à Venezuela, e a distância entre narrativa digital e realidade estratégica.
– A narrativa da vitória russa na Ucrânia
– A passividade estratégica de Moscou diante de ataques a aliados
– A desinformação como ferramenta de manipulação geopolítica
Na pista se veem os verdadeiros cavalos…
É o que dizem os aficionados do turfe, mas aparentemente não apenas nas pistas.
Segundo as informações que chegam por todos os meios, os Estados Unidos e Israel teriam atacado o Irã e matado Ali Khamenei, quase um representante de Alá na Terra, além de algum alto oficial militar. Embora as notícias não sejam totalmente claras, tudo inicialmente indica que isso pode ter ocorrido.
Naturalmente, muitos, entre eles o autor destas linhas, teriam preferido que o alvo fosse Díaz-Canel, ainda que não fosse necessário enviá-lo para o outro mundo. Mas o que motiva estas reflexões é outra coisa.
Não menos importante.
A desinformação.
Há quatro anos, principalmente no YouTube, mas também por outros canais, pessoas de pouca inteligência ou de muita má-fé tentam convencer o mundo de que a Rússia venceu a guerra na Ucrânia e que suas tropas já estariam cercando Lisboa.
Falso de toda falsidade.
A Rússia tem lutado intensamente para avançar poucos quilômetros na frente do Donbass contra uma potência de terceira ou quarta categoria, bombardeando de forma criminosa áreas energéticas e civis, sabendo que a ajuda militar fornecida pelos Estados Unidos e pela Europa não permite à Ucrânia atacar diretamente o território russo, ao menos de forma massiva.
E naturalmente perdeu milhares de jovens soldados pela megalomania de seu líder autocrático.
E por que isso?
Porque estrategistas de computador e figuras caricatas das redes sociais repetiam como um mantra que os Estados Unidos não atacariam a Venezuela e depois que tampouco o fariam em relação ao Irã, porque o país de Dostoiévski e de Putin não permitiria.
Estavam errados.
A Rússia não fez nada sério em nenhum dos casos porque, salvo o uso de seu arsenal nuclear, seu equipamento militar obsoleto não permite.
Naturalmente, não se sabe o que acontecerá a partir de agora, mas até o momento, silêncio.
E sem armas nucleares, o presidente loiro do Norte provavelmente também teria lançado vários mísseis.
E claro, resta a China. A Coreia do Norte serviu apenas para enviar alguns poucos desgraçados como carne de canhão.
A China observa e espera, com poucas expressões concretas.
E naturalmente os chineses pensam apenas em Taiwan, ao mesmo tempo que observam o desempenho do arsenal norte-americano.
Não estão para perder tempo com nenhum aiatolá.
