Global night map highlighting geopolitical tensions around Iran, Ukraine and Cuba

Irã e a estranha lógica das intervenções internacionais

Contrastes estratégicos entre Ucrânia, Irã e a persistência das ditaduras latino-americanas

– A lógica da dissuasão e das ameaças declaradas

– A assimetria estratégica entre conflitos

– Os fatores políticos por trás das decisões militares

Situação complexa…

E ao mesmo tempo bastante familiar.

Que o Irã desestabiliza o Oriente Médio há décadas e financia grupos armados hostis a Israel é algo que dificilmente pode ser negado.

Que se trata de um regime teocrático radical também é verdade, embora não seja o único país da região onde a religião exerce papel central na política.

O regime iraniano declarou repetidas vezes sua intenção de eliminar o Estado de Israel, cuja criação na Palestina histórica esteve ligada à responsabilidade europeia pela perseguição aos judeus.

As suspeitas de que o país busca armas nucleares também são conhecidas, embora outros Estados — inclusive Israel — tenham obtido tal capacidade sem autorização de ninguém.

Entretanto…

Quando um país afirma abertamente que pretende destruir outro, a gravidade da situação se torna evidente.

Já não vivemos na Idade Média, quando principados absorviam ducados e condados em guerras territoriais constantes.

Ainda assim…

A Ucrânia enfrenta há mais de quatro anos a agressão russa. O apoio ocidental tem sido principalmente defensivo, com forte limitação no fornecimento de armamentos ofensivos.

No caso do Irã, porém, a dinâmica foi diferente.

Os Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra instalações ligadas ao desenvolvimento nuclear.

Em conjunto com a força aérea israelense, também atingiram infraestrutura estratégica e eliminaram figuras importantes da liderança iraniana.

O contraste entre os dois conflitos é evidente.

Seria possível encontrar várias diferenças, como nos jogos infantis de encontrar discrepâncias entre duas imagens.

Mesmo assim…

Os Estados Unidos continuam lidando de forma ambígua com a situação da Venezuela. E Cuba, vivendo uma crise econômica profunda e apagões constantes, segue sob uma ditadura que dura mais de seis décadas.

Isso levanta uma pergunta inevitável.

Por que Washington não põe fim também a esse regime?

Muitos latino-americanos veriam essa decisão com simpatia, exceto aqueles ainda presos às narrativas ideológicas dos anos 1960.

Para o autor, a resposta é simples.

Israel.

Mais especificamente, a situação política do primeiro-ministro Netanyahu.

E isso é uma realidade geopolítica, não antissemitismo.

O que acontecerá agora?

Como diz o ditado, só Deus sabe.

Ou talvez apenas Donald Trump saiba.

Ou talvez ele volte a insistir na questão da Groenlândia.

Enquanto isso…

CUBA SEGUE SEM LUZ.

Este texto integra a análise estratégica permanente publicada na seção Ordem Global e Geopolítica.

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